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Teresa Cristina das Duas Sicílias

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Este artigo explica quem foi a Imperatriz Dona Teresa Cristina, a esposa de Dom Pedro II, famosa por seu carinho com o povo brasileiro e sua paixão pela arqueologia.


Dona Teresa Cristina
Imperatriz Consorte do Brasil

A imperatriz Dona Teresa Cristina em uma fotografia de 1880.
Reinado 30 de maio de 1843 – 15 de novembro de 1889
Dados pessoais
Nascimento Palácio Real de Nápoles, Itália
Morte 28 de dezembro de 1889 (67 anos)
Porto, Portugal
Teresa Cristina das Duas Sicílias
Nome completo
Teresa Cristina Maria Josefa Gaspar Baltasar Melchior Januária Rosalía Lúcia Francisca de Assis Isabel Francisca de Pádua Donata Bonosa Andréia de Avelino Rita Liutgarda Gertrude Venância Tadea Spiridione Roca Matilde de Bourbon-Duas Sicílias
Cônjuge Dom Pedro II

Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias (Nápoles, 14 de março de 1822 — Porto, 28 de dezembro de 1889), apelidada carinhosamente de "a Mãe dos Brasileiros", foi a esposa do imperador Dom Pedro II e a última Imperatriz Consorte do Império do Brasil. Ela esteve no papel de imperatriz por mais de 45 anos, acompanhando o marido durante quase todo o Segundo Reinado.

Dona Teresa Cristina ficou muito conhecida por sua enorme bondade, por apoiar a cultura e por trazer valiosas coleções de arte antigas para os museus do Brasil.

Juventude[editar · editar código]

Teresa Cristina nasceu como uma princesa do Reino das Duas Sicílias, uma antiga região que hoje faz parte do sul da Itália. Ela cresceu em uma família muito importante da realeza europeia, recebendo uma educação avançada em artes, música e línguas estrangeiras.

Em 1842, ela casou-se com o jovem imperador brasileiro Dom Pedro II por meio de uma procuração (um tipo de casamento em que os noivos assinam os papéis mesmo estando em países diferentes). Ela viajou de navio rumo ao Brasil e chegou ao Rio de Janeiro em setembro de 1843. O casal imperial teve quatro filhos, mas infelizmente os dois meninos (Afonso e Pedro) morreram na infância, restando apenas as princesas Isabel e Leopoldina.

A "Impératrice Archéologue"[editar · editar código]

A imperatriz fotografada na Europa no ano de 1888.

Dona Teresa Cristina tinha uma grande paixão que a acompanhou por toda a vida: a arqueologia. Antes de vir para o Brasil, ela financiou e organizou escavações arqueológicas em terras que pertenceram aos antigos povos etruscos e romanos na Itália.

Ao se mudar, ela trouxe para o Rio de Janeiro centenas de objetos históricos valiosos, incluindo vasos de cerâmica, mosaicos e estátuas que foram desenterrados nas ruínas da famosa cidade de Pompéi. Ela doou toda essa coleção para o Brasil, ajudando a criar o acervo de arqueologia clássica do Museu Nacional, o que fez com que cientistas a chamassem de "a imperatriz arqueóloga".

Exílio[editar · editar código]

Diferente de outras rainhas da época, Teresa Cristina preferia ficar longe das discussões e brigas políticas dos ministros. Ela dedicava a maior parte do seu tempo cuidando da educação de suas filhas, ajudando hospitais, patrocinando o estudo de jovens músicos brasileiros na Europa e costurando roupas para doar a famílias pobres e órfãos. Por causa desse carinho com o povo, ela recebeu o título de "Mãe dos Brasileiros".

No dia 15 de novembro de 1889, com o golpe militar da Proclamação da República, a família imperial foi expulsa do país. A imperatriz, que já estava com a saúde muito enfraquecida e profundamente triste por ter que deixar o Brasil, faleceu poucas semanas após chegar a Portugal, em dezembro do mesmo ano. Anos mais tarde, o seu corpo foi trazido de volta e hoje repousa ao lado de Dom Pedro II na Catedral de Petrópolis.

Ver também[editar · editar código]