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Espanha

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Mapa da Espanha.

A Espanha é um país localizado no sul da Europa, principalmente na Península Ibérica, apesar do território também incluir as ilhas Canárias, as ilhas Baleares e as cidades autónomas de Ceuta e Melilha, no continente africano. Sua capital é Madrid e outras cidades importantes são Barcelona, Valência, Sevilha, Saragoça e Bilbau.

A Espanha é uma democracia parlamentarista e a sua forma de governo é a monarquia constitucional, onde o rei (atualmente Felipe VI) é o chefe de Estado. A Espanha é um pais desenvolvido e de alta renda, sendo a quarta maior economia da Eurozona. A expectativa de vida na Espanha é uma das mais altas do mundo.

O idioma oficial da Espanha é o espanhol (também chamado de castelhano), que é a segunda língua com mais falantes nativos do mundo, apenas atrás do chinês mandarim. Outras línguas faladas na Espanha são: o catalão, o galego e o basco.

História[editar · editar código-fonte]

Em meados do século III a.C., Roma e Carthago pugnabam por a hegemonia e o control do Mediterráneo. Nesse contexto, Carthago tinha importantes enclaves na Península Ibérica, como Carthago Nova (hoje Cartagena) e Gadira (actual Cádis). Após da derrota dos carthagineses, Roma començou a conquista da península. O processo da conquista romana foi vasto e encontrou, por vezes, uma forte resitência (como da célebre cidade de Numância, rendida a Roma no ano 133 a.C.). A Hispânia, que foi o nome que os romanos deram a península, fornecia a Roma metais (prata e chumbo) e mão de obra. Num primeiro momento, a Hispânia teve dúas províncias, a Citerior e a Ulterior. Mais tarde, novas províncias se adicionaram.

Em 477, os visigodos, um povo germânico, dominaram a Península Ibérica. Eles foram expulsados do sul da Gália na batalha de Vouillé em 507. A uniformização religiosa não aconteceu até 587, quando Recaredo abandonou o arianismo e se converteu ao cristianismo. A uniformização legislativa chegou em 654 com o Liber Iudiciorum.

No ano 711, as tropas muçulmanas de Tariq invadiram a Península Ibérica e derrotaram ao rei visigodo, Rodrigo, na batalha de Guadalete. Em poucos anos, controlaram a maioria da península, só com a excepção das regiões montanhosas da Cordilheira Cantábrica.

Cultura[editar · editar código-fonte]

Santiago Ramón y Cajal.

Ciência[editar · editar código-fonte]

No domínio da ciência, Espanha tem personagens de renome internacional, como Santiago Ramón y Cajal (1852-1934) -premio Nobel de Fisiologia ou Medicina-, e considerado como o pai da neurociência moderna. Miguel Servet (1511-1553) foi o primer europeu a descrever a circulação pulmonar. Severo Ochoa (1905-1993) foi bioquímico e pioneiro na síntese do ácido nucleico.

Culinária[editar · editar código-fonte]

A culinária espanhola é característica da culinária mediterrânica. No entanto, cada região tem a súa própria gastronomia. Na Comunidade Valenciana, por exemplo, a paella é um prato típico, a base de arroz, conhecido ao nível internacional. Algúns dos pratos mais populares da culinária de Madrid são o cozido madrileno ou os callos. Nas Astúrias, a fabada asturiana é o seu prato mais característico.

Arte[editar · editar código-fonte]

Algúns dos artistas mais célebres mundialmente foram espanhois. Diversas disciplinas artísticas se desenvolveram na Espanha.

Pintura[editar · editar código-fonte]

Na pré-história, apareceram as primeiras manifestações artísticas. Um exemplo delas foram as pinturas rupestres. Em Cantábria se encontra a gruta de Altamira, considerada uma das mais importantes fontes de arte paleolítica. Diego Velázquez (1559-1660) foi um importante pintor espanhol do Barroco. As Meninas é a sua obra prima. No século XIX, destaca Francisco de Goya (1746-1828). No século XX, Pablo Picasso, Salvador Dalí e Joan Miró alcançaram fama dentro e fora da Espanha.

Literatura[editar · editar código-fonte]

Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes (1547-1616) é considerada a melhor obra da literatura espanhola e uma das principais da literatura internacional. Durante os séculos XV e XVII, a Espanha tive um importante apogeo cultural e intelectual, sendo conhecida esta época como o Século de Ouro Espanhol. Naquela época, a Espanha exerceu uma influência cultural em toda a Europa. Alguma figuras eminentes -além de Miguel de Cervantes- foram Francisco de Quevedo (1580-1645), Luis de Góngara (1561-1627), Lope de Vega (1562-1635), Tirso de Molina (1579-1648) ou Calderón de la Barca (1600-1681).

Música[editar · editar código-fonte]

A Espanha tem uma música folclórica considerada marca registrada dentro e fora da Espanha. Assim, cada região desenvolveu uma música tradicional característica. A mais conhecida é o flamenco, associada principalmente à Andaluzia.